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domingo, 16 de outubro de 2016

Nada tão azul....





Nada tão azul











Nada tão azul como o céu desta paisagem. 

Olhos mouros, olhos de Castela, olhos hereges, muçulmanos e cristãos, olhos de Abrahão, olhos fiéis e infiéis, já alargaram suas retinas fitando esse azul Andaluz.

Que se dirá do verde e das rosas? Talvez algo mais, mas será apenas algo, que não esse azul infinito.





sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Nuvens







Nuvens

Nu vens, nu irás. No ver, verás.
De minha Palavra viverás.
Nem de Pão nem de carne,
Apenas da Palavra.

Quando pronunciadas, as nuvens e as palavras,
que são feitas de nuvens e de luz,
imortalizam.

Pronunciarás meu nome quando me for ?

Em Nuvens irei, em palavra pronunciada ficarei,
Nu.




quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Falar de flores




Falar de flores


Às vezes é preciso falar de flores, como na canção.
É preciso navegar flores, embora não seja preciso, como navegar números.

Flores entram na história da América Latina, nos sepultamentos, nas despedidas.
Entram nos nascimentos.

Nas canções, como são!
Talvez um dia não precisemos mais falar de flores no Brasil,
pois a primavera, quem sabe? Um dia chegue.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Bombas amigas? Vozes da Síria.....




Bombas amigas?













Quando bombas caem em Allepo não há ideologia. A morte desconhece ideologias.
Vozes que gritavam : Imperialismo ! Imperialismo!
Morte aos Ianques!

Agora calam, agora calam.
As bombas russas doem menos?




As bombas russas doem menos?

Onde estão as vozes?

Só ouço o choro das crianças. Do céu.