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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A pele da Terra





A pele da Terra


A relva que nasce fresca a cada noite,

O fundo do oceano que a água resfria e umedece,

A areia macia e quente dos desertos,

A alvura gelada dos polos,

Os pelos gigantes das florestas,

As nervuras dos caminhos tortuosos,

Os pântanos e seus mistérios escuros... ah a pele da Terra,
tão multiforme, tão única, que se reproduz na pele dos humanos

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Os olhos



Detalhe interno do Palau Güell - Barcelona


Os olhos

Os olhos são a luz do corpo.

Os olhos da mulher amada iluminam o mundo.

Os olhos de Deus não vigiam ninguém, apenas acodem.

O olho do mundo é o sol.

Se não aguentamos mirar o sol por instantes, quanto mais, pretendermos olhar o mistério de Deus de perto?

Os olhos dos cegos enxergam na escuridão e ouvem o sussurro da brisa divina.
Quantos têm olhos e não veem. Quantos são cegos e enxergam.

Assuero.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O papel e a alma





O papel e a alma








O papel é a pele da alma.
Neles escrevemos cartas de amor. 
Talvez chegue às vezes como pele de Deus.
Às vezes epiderme do diabo, quando inscrito estão a vingança, o perjúrio e a falsidade.

Prefiro pensar o papel,
imaculado, virginal, sendo desbravado com a pena de nanquim.
Nele escrevo a poesia das formas suaves,
em desenhos de linhas e sombras.

Nele escrevo, inscrevo, descubro ranhuras sedosas,
outras crespas que se revelam aos poucos, aos poucos.
No papel coloco o espelho da alma, a pele da alma, a alma.

Assuero.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A pele é o espelho da alma, e o papel sua pele








A pele é o espelho da alma, 
e o papel sua pele

A pele é o espelho da alma, 
e o papel sua pele

A pele é o espelho da alma, 
e o papel sua pele

A pele é o espelho da alma, 
e o papel sua pele

domingo, 29 de janeiro de 2017

Uma revolução que deu certo






logo
400 anos de uma revolução que deu certo


O carisma vicentino foi iniciado em 1617, na Igreja de Chatillon, quando Vicente de Paulo exortou os fiéis a ajudarem uma família pobre da Paróquia. A família foi salva pela pronta resposta a este convite à ação e como resultado deste momento, Vicente compreendeu que a caridade para ser efetiva devia também estar bem organizada, um evento que tem mudado o mundo nos últimos 400 anos.

O mundo marcado pelas incertezas, onde os partidos de esquerda se prostituíram  juntando-se aos de direita, velhas prostitutas da política (me perdoem as prostitutas, pois são mais puras que todos eles, e certamente entrarão nos reino dos Céus muito antes deles) para dividir o botim, onde o imperialismo belicoso de Putin subjuga, com suas bombas o mundo sírio, e por outro lado o isolacionismo de Trump levam a uma nova arrumação geopolítica do mundo, onde as bandeiras da fraternidade, da igualdade e da liberdade aparecem só raramente em algum hino europeu, um mundo onde os marginalizados e excluídos (desculpem o bordão) esperam migalhas dos pratos dos ricos, nesse mundo tão desorientado de desumanizado, a figura de um padre que se converteu depois de ordenado padre, com o contato direto com os pobres, se agiganta e trás respostas e bandeiras que completam 400 anos, atuais, lúcidas, necessárias e prementes.
Vicente de Paulo e sua companheira de fé, Luísa de Marillac.
A revolução deles se processou à maneira de Jesus a partir da conversão de cada pessoa tocada pelo amor(caridade) de Cristo e daí foi num crescendo de tal maneira que são incontáveis os benefícios e as graças derramadas por esse movimento revolucionário, sem derramar uma bala, sem desembainhar nenhuma espada, sem corromper ninguém.
Que a revolução de Vicente e Luísa permaneça revolvendo os corações as mentes das pessoas no mundo todo, sem fronteiras, sem discriminação, sem descanso, enqunto houver um só miserável no mundo.
O trabalho é grande.






Assuero Gomes
assuerogomes@terra.com.br 



sábado, 28 de janeiro de 2017

Uma imagem....



Uma imagem....








O ser humano, pela própria evolução aqui na terra, de milhões de anos, tem uma tendência consciente e inconsciente de 'ver' rostos e faces em quaisquer situações indefinidas. Isso o levou a sobreviver e se destacar das outras espécies animais que dividiam e ainda dividem a mesma casa planetária.
O ser humano é também o único ser vivo que consegue 'simbolizar'. Daí a arte e a religião.
A face é a figura mais primitiva e ancestral e primeira de nossa existência. Especialmente a face feminina, a face materna.
É da admiração e do deslumbramento da face feminina que nasce o prazer desde o recém nascido. O prazer da beleza, o prazer da segurança e da mama o prazer da oralidade que é imediatamente interligado à face.
A estética e a arte em geral nasce da face feminina. Notamos até os modelos de automóveis orientais que trazem silhuetas e faróis oblíquos, como os olhos da suas mães.
Há uma necessidade básica e imprescindível da face materna, depois sublimada pela face das mulheres belas. Há a necessidade da imagem de uma divindade que tenha a face de  Mãe.
A idealização antropomórfica de Javé (o primeiro Deus absolutamente masculino, que é autossuficiente na sua plenitude) deixa uma lacuna importante no inconsciente cristão. A figura masculina do Filho que é a humanização do Pai também não preenche totalmente essa lacuna.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Porta Nigra de Trier
















Porta Nigra de Trier























A Porta Nigra foi construída em pedra e areia cinza entre os anos de 186 e 200 d.C. O portão original consistia de quatro torres com duas fileiras de muralhas projetando para um semi círculo. Esse portal foi usado por muitos séculos até o final da era romana em Trier, como entrada principal desta bela cidade, a mais antiga da Alemanha.


No tempos romanos, a Porta Nigra fazia parte de um sistema de quatro portões que cercavam a cidade,  murada por sinal estritamente retangular. Ela fazia parte da ala norte. A Porta Alba foi construída a Leste, a Porta Média ao sul e a Porta Inclyta a oeste, perto da ponte romana de Moselle.
As portas ficavam ao final das duas principais avenidas dessa cidade romana, Trier. Uma no sentido Leste-Oeste e outra Norte e Sul. Infelizmente dessas belíssimas construções apenas a Porta Nigra continua até hoje.

Na "média" Idade Média os portões já não eram usados para sua função original e muitas de suas pedras foram retiradas para outras construções inclusive suas estruturas de ferro. Hoje ainda pude presenciar traços dessa destruição no lado norte da Porta Nigra. 




Porta Nigra in 1670

Após 1020 o monge grego Simeão viveu como eremita nas ruínas da Porta Nigra, e após sua morte em 1035 foi canonizado e um monastério de S. Simeão foi construído em sua memória bem pertinho do monumento. Para livra da destruição a Porta Nigra foi transformada em Igreja.







Em 1802 Napoleão Bonaparte "dissolveu" a Igreja da Porta Nigra e o monastério, bem como várias outras igrejas e monastérios de Trier. Depois ele mandou que restaurassem à sua forma original romana.
Em 1986 a Porta Nigra vou elevada a Patrimônio da Humanidade, além de outros monumentos desta cidade.