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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Mais Monet




Mais Monet, mais flores, mais primaveras. Deus às vezes exagera na perfeição.









































As tulipas negras, trazem a beleza da noite, para a luz clara do dia.






















domingo, 5 de junho de 2016

Herói Francês, Pai dos Pobres













Herói Francês, Pai dos Pobres



Paris sempre nos reservando seus encantos, como uma bela dama.

Não esquece seus heróis.






Sena noturno, Paris











Igreja de Saint Severin,























sábado, 4 de junho de 2016

Terra hostil




Terra hostil

Assuero Gomes                                  
                       

Médico e escritor




                                      
A língua inglesa tem uma expressão muito feliz para designar a própria nação. Os soldados americanos quando retornam de suas batalhas, em outros lugares, expressam com alívio: “homeland”.  Ali se sentem a salvo, seguros, bem recebidos e reconhecidos por seus atos, como um oásis definitivo.
Temo que na nossa língua não haja uma palavra que designe com tamanha propriedade essa situação. Numa tradução pobre poderíamos dizer: ‘terra do lar’; melhor seria ‘casa paterna’ ou mesmo ‘pátria’.
Fosse esse o problema apenas de linguística estaríamos até bem.
Quando os soldados penetram na terra alheia em missão de combate, a chamam de ‘terra hostil’. Ali estão em iminente perigo de vida, em condições extremas de sobrevivência e sem segurança de retorno aos seus lares.
Brasileiros que regressam para nossa terra após um período mais prolongado no exterior, ou a trabalho, a estudo ou até mesmo de umas férias mais prolongadas captam a sensação de chegarem a um lugar pouco acolhedor.
Desde o aeroporto na questão de taxis X Uber, ruas mal asfaltadas, condomínio com atritos de vizinhos por pequenas causas, medo de assaltos, conversas sobre violência e doenças transmitidas por mosquitos, estupros coletivos, alagamentos, sem contar com a grande depressão nacional em termos de economia, política, corrução e falta de esperança.
Fosse apenas a primeira impressão da volta e a linguística ainda assim estaríamos sofrivelmente bem numa terra em processo civilizatório.
Quando estamos em terra estranha (estrangeiro) a sensação de não pertença é aguçada, mas a pior e inexplicável sensação é a de se sentir estrangeiro na própria terra, essa é terrível. Aqui me refiro a levas e mais levas de brasileiros que moram e sobrevivem em condições aviltantes, até para animais.
Temos uma população inteira, equivalente a de países médios, totalmente desempregada e  vivendo à margem, sem conhecer direitos e deveres e até mesmo a própria língua. Mortes por assassinato chegando ao cúmulo de 52 milhões anuais. Torna a vida um bem banal.
Uma tocha fantasma passa, alargando a escuridão, numa terra de assombração, desalumiando para o mundo a terra brasilis, sem dúvida nenhuma, tão bela e explorada, com tanta gente boa e digna, mas transformada em terra hostil. Terra hostil.


 





sexta-feira, 3 de junho de 2016