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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Macunaíma vai a São Paulo



Macunaíma vai a São Paulo



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Atrás de seu talismã que lhe daria sorte e ganharia muito dinheiro sem trabalhar, Macunaíma foi para São Paulo. Malandro ele roubou uma bicicleta e percorreu várias ruas procurando um monstro, que nos seus delírios parecia com um patrão gigante, que comia as criancinhas e que estaria com seu amuleto.
Quando encontrou finalmente o tal monstro numa metalúrgica, o nosso herói, ao invés de enfrentá-lo, procurou bajulá-lo, como se fosse um bebê, na vã ideia de tirar algum proveito e não ter que trabalhar. Macunaíma era cachaceiro, raparigueiro e deslumbrado com a riqueza alheia. Na metalúrgica enrolava os colegas operários e lhes roubava o almoço trazido de casa em insólitas marmitas.
Foi em São Paulo que o pai da nação se perdeu e se encontrou...

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Filhos de Macunaíma, somos



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Filhos de Macunaíma, somos



Para entender o Brasil, é necessário entender Macunaíma, o protótipo do brasileiro.
O Brasil hoje é a tribo de Macunaíma manifestando seus dons.

Cada nação tem seu herói mítico. Roma, Rômulo e Remo, 

Grécia seus semideuses:

Aquilesparticipou do cerco da cidade de Tróia, ajudando na vitória grega. Era um excelente guerreiro, com muitas qualidades nesta área. Seu ponto fraco era o calcanhar. Morreu ao ser atingido neste local, por uma flecha arremessada por Paris. Este evento ocorreu durante a Guerra de Tróia. 

- Herácles (Hércules) - a força física era a principal qualidade deste herói. Suas façanhas estão presentes nas histórias sobre os Doze Trabalhos de Hércules. Derrotou monstros e cumpriu vários desafios que seriam impossíveis para os humanos. Era filho de Zeus e Alcmena.

- Teseu - venceu o Minotauro no labirinto de Creta.

- Agamenon - guerreiro valente e forte, foi o guerreiro comandante na Guerra de Tróia.

- Perseu - foi o herói que conseguiu decapitar a Medusa. 

Ajax - herói guerreiro que também atuou nas batalhas da Guerra de Tróia.

- Édipo: único a conseguir, com sua inteligência superior, decifrar o enigma da Esfinge. Tounou-se rei de Tebas.

- Cadmo: venceu o dragão que controlava a cidade de Tebas. 

- Atlanta: heroína grega que participou da caçada ao javali de Caridon.

Os nórdicos:  Odin, Thor, Buro, Loki, etc....

Inglaterra: Rei Arthur.

Povo judeu: Davi

França: Joana DÁrc

Brasil: Macunaíma

disse : MACUNAÍMA.

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Macunaíma


Macunaíma nasce e já manifesta sua principal característica: a preguiça. O herói vive às margens do mítico rio Uraricoera com sua mãe e seus irmãos, Maanape e Jiguê, numa tribo amazônica. Após a morte da mãe, os três irmãos partem em busca de aventuras. Macunaíma encontra Ci, Mãe do Mato, rainha das Icamiabas. Depois de dominá-la, com a ajuda dos irmãos, faz dela sua mulher, tonando-se assim imperador do Mato Virgem.  
O herói tem um filho com Ci e esse morre, ela morre também e é transformada em estrela. Antes de morrer dá a Macunaíma um amuleto, a muiraquitã (pedra verde em forma de sáurio), que ele perde e que vai parar nas mãos do mascate peruano Venceslau Pietro Pietra, o gigante Piaimã, comedor de gente. Como o gigante mora em São Paulo, Macunaíma e seus irmãos vão para lá, na tentativa de recuperar a muiraquitã. 
Após falhar com o plano de se vestir de francesa para seduzir o gigante e recuperar a pedra, Macunaíma foge para o Rio de janeiro. Lá encontra Vei, a deusa sol, e promete casamento a uma de suas filhas, mas namora uma portuguesa e enfurece a deusa. Depois de muitas aventuras por todo o Brasil na tentativa de reaver a sua pedra, o herói a resgata e regressa para a sua tribo. 
Ao fim da narrativa, vem a vingança de Vei: ela manda um forte calor, que estimula a sensualidade do herói e o lança nos braços de uma uiara traiçoeira, que o mutila e faz com que ele perca de novo – dessa vez irremediavelmente – a muiraquitã. Cansado de tudo, Macunaíma vai para o céu transformado na Constelação da Ursa Maior.

PERSONAGENS

- Macunaíma: é o protagonista do livro, "o herói sem nenhum caráter" e preguiçoso. Vive numa tribo na Amazônia e assume diversas faces. Ao mergulhar num poço encantado se transforma em um homem branco, loiro e de olhos azuis.
- Maanape: um dos irmãos de Macunaíma. Simboliza a figura do negro.  
- Jiguê: um dos irmãos de Macunaíma. Simboliza a figura do índio. 
- Sofará: mulher de Jiguê. Era bem moça, apanhava de Jiguê por ficar “brincando” na mata com Macunaíma enquanto devia trabalhar. 
- Iriqui: nova mulher de Jiguê. Era linda, mas também foi deixada por Jiguê quando este descobriu que ela também “brincava” com Macunaíma.  
- Ci: é a responsável pela peregrinação de Macunaíma, já que foi ela quem lhe deu a pedra Muiraquitã. Ela foi o verdadeiro amor de Macunaíma. 
- Capei: uma grande cobra que Macuína teve que enfrentar. 
- Piaimã: é o gigante que roubou a muiraquitã de Macunaíma. Torna-se a principal oposição do herói e motivo pelo qual ele parte em sua jornada para São Paulo. No final, o herói mata Piaimã e toma de volta a pedra.  
- Vei: é a representação do sol, apesar de ser mulher. Tem duas filhas e quer que Macunaíma se case com uma delas. Porém Macunaíma não fica com nenhuma de suas filhas
- Ceiuci: mulher do gigante. Era gulosa e já tentou devorar Macunaíma.


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movimento: Modernismo 

Ed. Literatura)











terça-feira, 9 de maio de 2017

Lula, o PT e o Flautista de Hamelin




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Lula, o PT e o Flautista de Hamelin

Conta a lenda alemã, posta em escrito pelos Irmãos Grimm, que na cidade de Hamelin na Idade Média, em torno do ano 1284, havia uma infestação de ratos. Eram os ratos que viviam escondidos e de repente tomaram a cidade, saindo de todas as tocas, esgotos e bueiros.
Os ricos e gordos burgueses, especialmente os donos de bancos e de construtoras, os investidores e os comerciantes de pedras preciosas e joias, estavam apavorados. Foram ao prefeito e exigiram uma providência imediata, não importava quanto, como ou onde fosse dada a solução, queriam-na o mais breve possível. Não podiam viver assim.
Foi quando apareceu um não-sei-quem dizendo-se caçador de ratos e que livraria a cidade se assim o pagassem, e bem pago.
Exigiu para cada cabeça de rato uma moeda de ouro e todos aceitaram o acordo, feito no centro do poder da Hamelin, nas caladas do dia.
O caçador de ratos pegou sua flauta e com uma doce e hipnotizante música saiu pela cidade, e os ratos o seguindo. No início algumas centenas, depois milhares. Ratos, ratazanas, ratinhos, guabirus, até ratos de laboratório foram atrás da música doce do flautista encantado.
Esse conduziu os ratos para o rio Weser e os afogou-os, sem pena nem piedade.
Com o sucesso da empreitada, o caçador de ratos foi até os poderosos e pediu sua recompensa. Os senhores, no entanto, não cumpriram a promessa alegando que não lhes trouxeram a cabeça de nenhum rato, então não poderiam pagá-lo.
O homem deixou a cidade por algum tempo. Todos se esqueceram dele até que um dia retornou. Tomou sua flauta e quando os adultos estavam na igreja, ele tocou e hipnotizou as crianças da cidade, algo em torno de trinta meninos e meninas, que o seguiram para fora da cidade e foram enfeitiçados e trancados numa caverna de onde jamais saíram.
Na cidade só ficaram os banqueiros, o empreiteiros, os ricos comerciantes, bem guarnecidos e guardados pelas muralhas, mas com uma tristeza imensa e um silêncio sepulcral.
A alegre e bonita Hamelin tornou-se como um cemitério rico. O flautista desapareceu para sempre na escuridão do esquecimento e as crianças nunca mais se soube delas.



Assuero Gomes

sábado, 6 de maio de 2017

Decência








Decência


É a característica daquilo que é 'adequado' aos preceitos morais e éticos. Embora na moral cristã 'decência' tenha a ver com a questão da pureza do corpo e da atividade sexual, seu conceito é mais abrangente, implica na prática do que é correto aos olhos da sociedade e da civilização em que se vive.
Nisso se liga à ética, que por sua vez trás o conceito de 'cuidar da própria habitação'. 
Decente é aquele que pratica os bons costumes dentro das regras morais e éticas. Seu contraditório é a corrupção, a luxúria, a exploração, a degeneração. O indecente trás a decomposição, a impureza, a escravidão e por fim a morte.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

BELCHIOR




BELCHIOR


   


                                           

Jesus e as forças do Mal


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Jesus e as forças do Mal                                                                                                           


Tempos tenebrosos esses que estamos vivendo. Parece que as forças do Mal estão atuando em todos os lugares. Força a gente não vê, apenas percebe, pelos seus efeitos que aparecem nas coisas, nas pessoas, nas instituições e nas nações. Longe do maniqueísmo fácil, mas há forças boas e as más, as quais chamamos biofílicas e necrofílicas, nesta ordem.

Jesus conhecia bem essas forças. Sendo Deus e verdadeiro homem, mas esvaziando-se totalmente da sua condição divina, Ele experimentou em si a ação dessas forças. As tentações do deserto são na verdade o aprofundamento, como uma análise, das forças maléficas que tentavam o induzir para uma postura de poder e domínio sobre as pessoas e nações, sobre toda a matéria, sobre todas as consciências, como um poder supremo que subjugasse a tudo e a todos.  A tentação do poder para a autoglorificação. Essa é a atuação de uma força necrofílica que leva invariavelmente à idolatria e à morte. É evidente que Jesus a partir do conhecimento, da oração e da prática da caridade (Amor) superou com grande sacrifício essa ‘tentação’ tão peculiar a todos os humanos.

Outro tipo de força é a biofílica, aquela que leva ao cuidado com a Vida. A vida em todos os níveis, biológico, psicológico e espiritual. Essa força gera poder também, porém um poder que conduz à elevação do outro, à estruturação do coletivo, à transformação de uma realidade de morte em experiência de Vida.

No tempo de Jesus as forças do Mal geraram exploração dos pobres, uma casta de políticos e religiosos que viviam nababescamente, uma hierarquização de poder e prestígio como se fossem deuses os detentores delas. O grande confronto de Jesus, o grande exorcismo que Ele realizou e ainda realiza é contra o poder do Mal, que está na natureza humana assim como o Bem está. O joio e o trigo juntos no mesmo terreno. O que vemos hoje é a exacerbação dessas forças malignas visíveis através da corrupção, da violência, da idolatria ao dinheiro e à luxúria.

Engana-se quem pensa que Jesus veio trazer uma nova religião ou uma série de preceitos e rituais e orações mágicas que garantissem uma entrada no céu. Ele veio mostrar que a partir de uma conscientização à vontade do Pai a força vital, que vive em cada um de nós, pode se manifestar e vencer as forças negativas, e transformar a cada um em uma manifestação do Espírito dele que atua na promoção da Vida, mudando as pessoas e as estruturas, para que a sociedade (Reino) querida pelo Pai finalmente seja uma realidade perene.

O Mal gera dor, sofrimento e morte. É muito mais complexo que aquelas manifestações artísticas medievais onde aparece com chifres, vermelho e rabo pontiagudo, envolto em fogo e enxofre. O Mal muitas vezes se apresenta belo, sedutor, desejável, capaz de despertar emoções intensas e profundas. Cheira a perfumes raros, a carros importados, a contas no paraíso, mas paraísos fiscais... Pode seduzir uma nação inteira, mas o preço que ele cobra ao final é a morte. Morte insidiosa através de salários parcos e atrasados, de medicamentos que faltam, de aposentadorias tardias e inatingíveis, de balas, de drogas, de apatia mergulhada na ignorância crônica.

Jesus venceu a morte. Resta saber a opção que fazemos como pessoas e como nação, cultivar e perpetuar essas nuvens tenebrosas ou limpar o horizonte para que nos venha a claridade de um novo dia.

Assuero Gomes
Cristão, católico, leigo da Arquidiocese de Olinda e Recife