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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Aos sacerdotes, por Adriana Morais




Aos sacerdotes

Em um mundo tão conturbado, onde acontecimentos diários nos fazem pensar que não há mais solução, a fé muitas vezes fica abalada. Nesse momento busca-se Deus, contudo, eu me pergunto se as pessoas encontrarão esse alento, essa fonte renovadora da fé em nossas igrejas. Tenho receio dos rumos que a igreja segue enquanto seus representantes pensam e agem de forma totalmente distorcida do que Jesus Cristo nos pede. Pensando nisso, resolvo escrever a vocês padres e seminaristas.
Senhores sacerdotes, seres humanos como todos os outros filhos de Deus, saibam que quando entramos em uma igreja e participamos de uma celebração, queremos e precisamos nos sentir acolhidos, afinal, estamos na casa de Deus e Ele é amor. Peço o favor de não nos tratarem (“leigos”) como meros espectadores de suas homilias, não nos tratem como se não soubéssemos ou pudéssemos fazer nada pela igreja, pelo Reino. Não nos impeçam de atuar na construção deste Reino;
Não se coloquem acima dos outros como se fossem melhores ou vão caminhar sozinhos, andem lado a lado com o povo, assim como Jesus Cristo o fez.




Busquem ser instrumento verdadeiro de vida, que suas palavras sejam expressão fiel de seus atos, não precisam ser santos, mas que vivam conforme aquilo que vocês professam durante a missa, pois, o Evangelho serve de orientação para nós e para vocês também.
Não virem as costas para o sofrimento das pessoas, não façam das angústias, medos e dúvidas delas uma forma de vocês mudarem de vida. Pelo contrário, acolham o sofrer do povo como sendo de vocês, lutem, busquem, acreditem e estimulem. Pensem sempre que Deus se faz presente na pessoa do próximo, então procurem sempre Jesus naqueles que se aproximam e ou convivem ao seu redor.
Lembrem sempre que vocês são referência para todos aqueles e aquelas que acreditam em Deus, que acreditam e querem um mundo melhor. Então, que o trabalho de vocês seja de orientar e caminhar como povo de Deus, do qual vocês também fazem parte, para que o Reino aconteça entre nós. Não façam de suas homilias instrumento de vingança e separação, mas que sejam momentos de fazer brotar a consciência, o amor, o respeito, a fé. Que seus ensinamentos sejam inspirados por nosso Senhor Jesus Cristo, afinal, é a Ele que vocês “representam”.
Lembrem que o principal é Jesus Cristo, permitam que Ele apareça e não busquem, à custa d´Ele, se promover. Vocês sabem que isso é errado.
Não vejam a igreja apenas como um templo de pedras, que ela seja mais ampla, que ela seja refletida em cada membro que dela participa e, com isso, chegue até aqueles que não acharam o caminho.
Precisamos de sacerdotes que queiram de verdade fazer o bem, cumprir a palavra de Deus, realizar realmente o compromisso que assumiram para com Ele.
Aos seminaristas, futuros sacerdotes, peço de coração, que sua vocação seja autêntica, verdadeira, que não façam dessa decisão um meio de se promover ou sustentar. Não olhem para o sacerdócio como “meio de vida”, não pensem em como tirar proveito da bondade dos outros, e sim, como poderão ser sinal de bondade e justiça na vida das pessoas.
O mundo precisa de pessoas comprometidas e verdadeiras. Os filhos de Deus, que são confiados a vocês esperam encontrar em vocês a acolhida e o companheirismo sério e justo para continuarem acreditando que Deus está entre nós.
Permitam que o Deus da vida os ilumine e os guie sempre.


Adriana Morais

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Filmes que você deve assistir antes de morrer


Filmes que você deve assistir antes de morrer:


O Grande Hotel
BUDAPESTE







Lançamento
Dirigido por
Com
Gênero
Nacionalidade

No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX.
O que chama a atenção do filme além do magnífico elenco é a narrativa cinematográfica sem igual, original, de uma plasticidade incrível, resgatando o cinema pelo cinema.

Título original
The Grand Budapest Hotel
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A Pele que Habito 93
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Lançamento
Dirigido por
Com
Gênero
Nacionalidade
Sinopse e detalhes
Roberto Ledgard (Antonio Banderas) é um conceituado cirurgião plástico, que vive com a filha Norma (Bianca Suárez). Ela possui problemas psicológicos causados pela morte da mãe, que teve o corpo inteiramente queimado após um acidente de carro e, ao ver sua imagem refletida na janela, se suicidou. O médico de Norma acredita que esteja na hora dela tentar a socialização com outras pessoas e, com isso, incentiva que Roberto a leve para sair. Pai e filha vão juntos a um casamento, onde ela conhece Vicente (Jan Cornet). Eles vão até o jardim da mansão, onde Vicente a estupra. A situação gera um grande trauma em Norma, que passa a acreditar que seu pai a violentou, já que foi ele quem a encontrou desacordada. A partir de então Roberto elabora um plano para se vingar do estuprador.
Obra prima de Almodóvar.
O filme nos leva a uma reflexão profunda sobre os nossos relacionamentos interiores e a aparência, sobre o domínio e o poder sobre o outro, especialmente sobre a imagem exterior e interior. Narrado com suspense digno do mestre.

Título original
La piel que habito
Ano de produção
-





quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A fragilidade da vida







A fragilidade da vida

Embora vivamos mergulhados em vida, pois o universo respira vida, há que se sentir como ela é frágil.
Trêmula, leve e fugaz qual uma chama por entre o vento, a alegria e a solidão, a vida passageira insiste em si mesma. Às vezes a tempestade leva o sopro e a vida se esvai abruptamente, deixando órfãos de esperança uma família ou mesmo um povo inteiro.
Dolorosa a interrupção da vida, a saudade, o que se poderia ter sido.
Em meio à fragilidade há que se elaborar o luto e dele tirar forças para se constatar que a última palavra não é a da morte; por mais frágil que seja, a Vida tem a última palavra, a última para ser a primeira.
A vida sobrevive nos pedaços das recordações amorosas de quem fica e na memória afetiva de quem parte. Fica nos gestos, no carinho, na perseverança. Fica na certeza que o Criador não nos fez para a morte, mas para que tenhamos vida e Vida plena.
Na fragilidade é que a beleza e a fortaleza se manifesta.
O mistério não se mostra todo mas deixa antever como fímbrias de luz em meio à escuridão, a certeza da plenitude da vida, sua eternidade e sua plenitude, onde não há tempo nem dor, apenas luz e felicidade.


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Luto por Pernambuco

Luto por Pernambuco

Algumas imagens valem muitas palavras, especialmente quando não conseguimos, ainda, elaborar o luto nosso de cada dia, e de um povo especial como é o pernambucano.

















imagens de obras do Instituo Brennand