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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Caminhos da Andaluzia, para Maimonides, para Gaudí...




Caminhos da Andaluzia, para Maimonides, para Gaudí...




Numa terra devastada como a nossa, pela corrução e violência, injustiça social e falta de esperança, um pouco de arte e beleza faz nos recordar que somos humanos:



















































sábado, 23 de setembro de 2017

60 Minhas memórias da Igreja de Olinda e Recife 60


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                            Padre Caetano em celebração


60 Minhas memórias da Igreja de Olinda e Recife 60



Agora vejo a Igreja de Olinda e Recife apaziguada, apenas com seus problemas triviais, condizentes com a própria natureza humana, nada estrutural, apenas conjunturas momentâneas.
Na minha mente vem a lembrança de pessoas queridas que já foram e outras que partiram para longe.
Vejo Pe. Oswaldo, Pe. Arnaldo, D. Helder, D. Lamartine, D Marcelo Carvalheira, D. Francisco Austregésilo, D. José Maria Pires, D. Paulo Evaristo cardeal Arns, D. Mauro Morelli, D. Pedro Casaldáliga, o próprio Pe. João Pubben que está na sua terra natal, Pe. Luiz antonio que vive sua fé em terras da Paraíba.
Lembro os amigos que caminharam até certo ponto da estrada comigo, agora separados como Paulo e Barnabé. Louvo a Deus por ter me mantido fiel na fé e na pertença à Igreja, sem nunca a ter traído ou vacilado, e pelos momentos mais íntimos que tive de sua presença (além da Eucaristia) que, embora raros são especiais e deixam um sinal indelével no coração e me alimenta nos momentos de Elias antes de subir ao monte.
Em maio de 2016 fui pela segunda vez a Assis. Fui procurando encontrar algo, mas recebi um algo muito, muito maior.
Agradeço a Deus ao meu irmão de primeira hora Fernando que persevera sem vacilar nessa caminhada difícil mas gratificante pela graça, esse dileto filho de Maria, assim como Paulo em Roma ele está como Lucas, sempre ao meu lado. Agradeço pelo outro Fernando, irmão de segunda hora, com uma fé ainda em véus mas que certamente se descortinará.
Revejo essa caminhada e dou graças, agora descanso sob um pé de zimbro.
Ficam registradas essas memórias.


























quinta-feira, 21 de setembro de 2017

59 Minhas memórias da Igreja de Olinda e Recife 59


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59 Minhas memórias da Igreja de Olinda e Recife 59



Escrevi estes livros  “Partindo de Emaús” (1993), “Réquiem para um Bispo” (1997), “O Profeta e a Serpente” (1998) e “O Farol de Solidão” (2001), :“As Sombras do Mosteiro” (2009). Todas as histórias de uma maneira ou de outra ligadas à vivência da fé e na Igreja.
Após o encerramento do restaurante e o jornal  O Dom da Partilha e passado algum tempo, combinei com Pe. João Pubben retornarmos a um antigo sonho que era o de formar um grupo de reflexão nos moldes do antigo Igreja Nova numa zona mais central de Recife.
Inicialmente nos reunimos no Sindicato dos Médicos no seu auditório. A proposta era refletir sobre as escrituras, atualizar nossa vivência de fé e celebrar o encontro. Com a volta de Pe. João para a Holanda, fomos falar com Marcelo Barros, lá onde ele se hospedava em Aldeia. Ele gostou muito da ideia, o que inclusive há muitos anos atrás ele tinha proposto ao grupo Igreja Nova.
Passamos a nos reunir no terraço interno das Fronteiras, chão de D. Helder. Nesse tempo a questão política partidária estava no auge, com uma tensão muito grande entre os partidários do PT  e os que não eram. Fomos conversando e lembramos que a proposta na criação do grupo era de não envolver política partidária, pois isso irremediavelmente  levaria a contendas e a uma cisão.
A maioria optou para que o Grupo da Partilha se tornasse um grupo de reflexão política com ideologia petista. A maioria vence. Resolvi me afastar, com tristeza.
Fico hoje apenas como uma espécie de ostiário não oficial na igreja das Fronteiras na missa dos domingos às 11 horas, como o Dom sempre costumava celebrar.Algumas vezes o Movimento dos Cursilhos me convidam para uma reflexão. Participo de um grupo de estudos com João Luiz na Unicap, que está refletindo a poética do Dom.
Talvez esteja vivendo o meu momento de Paulo, em Roma.





segunda-feira, 18 de setembro de 2017

58 Minhas memórias da Igreja de Olinda e Recife 58


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Pe. João Pubben,Fernando Lindoso, Carminha, Mírcia, eu e Edelomar, por ocasião do primeiro aniversário do Dom da Partilha, celebração na Igreja das Fronteiras.


58 Minhas memórias da Igreja de Olinda e Recife 58




Com a chegada do novo arcebispo a vida da Igreja de Olinda e Recife foi se normalizando aos poucos. Muitos padres que haviam sido expulsos voltaram, algumas ordens ou congregações também.
A vida nas paróquias retomaram seu rumo. Muitos padres que tinham sido formados no tempo de D. José Cardoso apresentavam uma atividade pastoral, se assim podemos chamar, desencarnada da realidade da vida cotidiana do povo sofrido e valorizavam sobremaneira a aparência clerical, com uso cotidiano de vestes e adornos que lembravam a Igreja pré-conciliar, mas tudo isso caminha para um consenso.
Na Paraíba D. Marcelo Carvalheira substituiu a D. Zumbi (José Maria Pires). Lá estava um grande número de padres e formadores que tinha ido na diáspora de Olinda e Recife. Era uma Igreja fecunda, mas não sabia ela que beberia um cálice de fel com grande sofrimentos nos tempos vindouros.
O que mais me estranhou aqui foi que, com a chegada de D. Fernando Saburido se abria oportunidade para retomarmos os movimentos e as ações em favor dos pobres, participar de uma prática mais engajada, manter mais estreita ainda a comunhão com a Igreja institucional podendo gozar de uma liberdade que há mais de vinte anos não tínhamos; mas não vi nada disso, apenas apatia. Parecia com esses compositores e artistas que na época da ditadura produziram obras memoráveis e depois com a liberdade nada mais de bom fizeram, apenas uma pálida lembrança do passado.
Um problema maior surgia: os partidos de esquerda, especialmente o PT e o PCB, que foram a grande esperança de mudança nesse país, mostravam sua face mais sórdida: a corrupção desenfreada. E o partidarismo político dos cegos que não quiseram enxergar, como idólatras, contaminou as relações pessoais mesmo dentro das comunidades eclesiais. Conseguiram fazer o que a ditadura jamais conseguira, matar a esperança.



domingo, 17 de setembro de 2017

57 Minhas memórias da Igreja de Olinda e Recife 57


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      Corte de cabelo gratuito a cada mês, para melhorar a autoestima dos pobres no Dom da Partilha.


57 Minhas memórias da Igreja de Olinda e Recife 57



O Dom da Partilha permaneceu por quatro anos e meio fornecendo refeições aos pobres, evangelizando (na verdade nós é que fomos evangelizados pelos pobres), servindo a Cristo de carne de osso.
Mantivemos tudo isso graças às doações de amigos e de grupos ligados à Igreja. Muito trabalho e fé.
Com o passar do tempo as doações diminuíram um pouco, os alimentos subiram muito de preço e quando o feijão teve uma alta de 400 % (quatrocentos por cento) tornou-se inviável, infelizmente.
Vendemos os utensílios, o carro e os freezers que ainda estavam em condições, pagamos todas as obrigações sociais dos funcionários, o aluguel do restaurante aos salesianos, aos fornecedores, tudo na mais perfeita transparência e contabilmente verificado.
Tristeza e saudade marcaram a despedida, mas mostramos que é possível fazer a presença de Jesus no meio da vida dos pobres.
Em 16 de agosto de 2009 tivemos uma grande notícia que nos encheu de alegria e esperança:
Neste domingo, 16, Dom Fernando Saburido, OSB, assumiu a arquidiocese de Olinda e Recife (PE). Ele assume o lugar de dom José Cardoso Sobrinho, que passou 24 anos no comando da arquidiocese e sai aos 76 anos de idade. A nomeação de Dom Fernando foi feita pelo Papa Bento XVI, dia 1º de julho.
A cerimônia de posse, que durou 1h30, aconteceu na Igreja da Madre de Deus. Como de costume em celebrações de posse episcopal, dom Fernando recebeu o báculo, símbolo do pastor da Igreja, das mãos de dom José Cardoso e do núncio apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri. 
Logo depois, o novo arcebispo caminhou até o Marco Zero de Recife, onde encontrou com fiéis que assistiram a primeira missa de dom Fernando como arcebispo. De acordo com estimativas da Polícia Militar, cerca de 10 mil pessoas participaram da missa campal no Bairro do Recife.














terça-feira, 5 de setembro de 2017

56 Minhas memórias da Igreja de Olinda e Recife 56


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56 Minhas memórias da Igreja de Olinda e Recife 56




Com o restaurante O Dom da Partilha, lançamos também um jornalzinho, que refletia mais a mística de Vicente e Francisco. Transcrevo as matérias do primeiro número desse jornal que nos deu tanta alegria!

26 de outubro de 2003

“O Amor é inventivo até o infinito”              São Vicente


O Dom da Partilha:   caro leitor, cara leitora, você está em mãos com o primeiro número do jornalzinho ( ou boletim ou informativo, como queiram chamar )  O Dom da Partilha. Ele pretende informar sobre as atividades deste grupo católico, que mantém um núcleo de alimentação popular, onde as pessoas podem ter uma refeição digna acompanhada de 1 suco e de uma oração pelo preço simbólico de R$ 1,00. Localizado na Av. Abdias de Carvalho esquina com a Gal. San Martin no Bongi. Atualmente estamos servindo em torno de 400 refeições por dia.

Este jornalzinho também quer ser formativo, no sentido de refletirmos a questão da espiritualidade, da religiosidade, da opção pelo pobre, de refletirmos a vida e obra de grandes seres humanos, como D. Helder, S. Vicente, D. Bosco, S. Francisco de Assis, Gandhi e tantos outros.


Esperamos que você goste. Mande-nos seu comentário, sua sugestão, sua crítica, sua ajuda. O nosso endereço está no final do jornal. Antes de tudo, ore por nós, para que o nosso trabalho frutifique e leve o nome de Jesus para uma ação concreta junto aos irmãos e irmãs injustiçados de nossa sociedade.
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Carta do grupo endereçada a D. Francisco Austregésilo, o profeta dos sertões, relatando a inauguração do O Dom da Partilha:

D. Francisco, muita paz, muita saúde e muito trabalho. Sua bênção.
Demorei a lhe escrever, esperando ter notícias mais consistentes sobre o trabalho do O Dom da Partilha. Graças devem ser dadas ao nosso Senhor, pois os pobres estão se alimentando. Em pouco mais de um mês de atividade, distribuímos, com toda dignidade, mais de 10.000 refeições. Não houve maiores problemas. Eles podem escolher entre dois tipos de refeição, ou carne bovina ou frango, nas sextas geralmente temos cozido, às vezes frango empanado, sempre com feijão, farinha, arroz e/ou macarrão, alguma verdura e charque no feijão, em média 800g. mais um  suco e uma oração de D. Helder e S. Vicente.
A celebração de inauguração foi muito bonita. Houve a bênção do restaurante pelo Pe. João Pubben. Estavam presentes Pe. Arnaldo, Pe. Edwaldo de Casa Forte, Pe. Jaime, Frei Aluízio, uma mensagem de D Fernando Saburido e a sua bênção que foi lida na missa.
Após a benção inaugural celebrou-se a missa no auditório dos salesianos. A homilia de Pe. Arnaldo foi algo memorável. Depois do que, houve uma apresentação, elaborada por Frei Aluízio, do encontro de S. Francisco com o leproso na qual este repartia o pão com Francisco. Foi emocionante.
Quando o senhor vier em Recife gostaria de levá-lo até lá.
O custo do restaurante estamos conseguindo honrar graças a doações que recebemos em alimentos e algum dinheiro. Uma refeição sai para nós, sem doação, no valor de R$ 1,40.
Temos tido muitos testemunhos das pessoas que se alimentam lá. Alguns são tocantes, como por exemplo, uma criança comprou a quentinha e deu graças a Deus porque agora ele e a irmã poderiam comer (realmente ele comeu a metade e levou o restante para a irmã que estava em casa), outro disse que a gente colocasse menos comida para que este serviço não se acabasse se saísse muito caro, outro ainda, eu vi, comprou a quentinha, olhou para um lado e para o outro, botou a mão direita nela e  levantou-a depois na boca, como se beijasse a própria mão e a estendeu em direção ao céu, e assim vai.
Contratamos um senhor que faz serviço de divulgação numa bicicleta com alto falante, para ir numa favela divulgar o restaurante e no texto ele anuncia que a inspiração é de D. Helder e S. Vicente...fico a pensar, que as pessoas boas são sempre lembradas, pois D. Helder, mesmo depois de estar gozando da plenitude do Pai, continua chamando e acolhendo os pobres.
Um grande abraço, e que Deus nos abençoe.

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O Dom da Partilha
 

Caros irmãos e irmãs, vos saúdo da parte de Jesus, irmão dos irmãos leigos da Igreja que está em Olinda e Recife. Manda-vos saudações o profeta Arnaldo do Espinheiro e o servidor dos pobres João de Dois Unidos. E ainda os dois Fernandos, que têm se mostrados companheiros fiéis na tribulação e na graça, como também Deo.Que a graça e a paz de N.S. estejam com todos vocês.
Caríssimos, a cada dia que passa e que reflito sobre as palavras do evangelho, o mistério do pobre se aprofunda. Uma certeza se sobressai: precisamos do pobre para poder chegar a Deus. Até aqui nos tem ajudado o Senhor. Após a tormenta, as águas profundas se descortinam para nós. Muitos obstáculos foram vencidos e a mão de Deus esteve sempre conosco, embora às vezes não a tenhamos percebido claramente.
É tempo de jogar a rede.
Em todo este processo desde a inspiração do restaurante para servir aos pobres até sua concretização, estou percebendo melhor algumas coisas, mas a principal é a seguinte, e isto não foi revelado por nenhum livro de teologia nem nenhum estudo acadêmico:
Os pobres têm um lugar especial no coração de Deus, e Ele está tão no meio deles, que eles já não precisam de intermediação nenhuma, de religação (religião, religare) nenhuma, portanto nem de nenhum templo nem de nenhum sacerdote que interceda por eles, nem que se ofereça sacrifício por eles. Eles já são íntimos de Deus. Uma conseqüência grave é a de que tudo o que fizermos a eles estará sendo feito diretamente a Deus, sem nenhuma intermediação, repito. Creio que Francisco descobriu isso muito cedo e mesmo assim não abandonou a Igreja, antes pelo contrário, sendo evangelizado pelos pobres levou a evangelização para a Igreja. O mesmo se deu com Vicente e com Helder.
A diferença de Jesus para os outros místicos é que estes procuraram a divindade em um lugar transcendental, muito acima da espécie humana, através de orações e jejuns e mortificações profundas, enquanto Jesus (mesmo para aqueles que não acreditam que ele seja Deus) mostrou Deus vivendo pobre no meio dos pobres, e esse Deus é insuportável para as classes dominantes, tanto sacerdotais, quanto políticas ou econômicas.
Devemos pois, meus irmãos e minhas irmãs, deixar-nos evangelizar pelos pobres e assim, evangelizar nossa Igreja, num movimento contínuo de amor, profundo e gratuito, um pouco do mesmo amor com o qual somos amados por Deus.

Assuero Gomes


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Bênção do O Dom da Partilha (proferida no dia da inauguração do restaurante pelo Pe. João Pubben, 23.08.03)


Fonte da Vida,
Deus amoroso!
Tu és Pai de todas e todos, e desejas alimento para todas e todos.
Abençoa O Dom da Partilha, e concede ao nosso grupo amigo a dádiva do repartir.
Abre mentes e corações de sempre mais mulheres e homens para abraçar a solidariedade fraterna e gratuita.
Basta, Pai, de belas palavras, grandes simpósios, projetos complicados.
Teu Filho Jesus de Nazaré é tão claro:
“NÃO É PRECISO QUE VÃO EMBORA, DAÍ-LHES VÓS MESMOS DE COMER!” (Mt 14,16)
Não falta serviço, Pai, para as discípulas e os discípulos do Mestre.
Vicente de Paulo não cansa de lembrar que “O Amor é Inventivo até o Infinito”.
Obrigado, Pai, porque O Dom da Partilha é mais uma prova de que ele tem razão.
Helder Câmara, no século passado, sonhava com um Ano 2000 Sem Miséria.
Não é por tua vontade nem por vontade dele que a miséria continua aumentando.
Temos plena confiança, Pai, que tua bênção não nos falta.
Pedimos, porém, amor, força e luz para que nós consigamos ser bênçãos uns para os outros e, de modo todo especial, para nossas irmãs e nossos irmãos, vítimas da fome.
Em nome de Ti, Deus de Vida e Amor:
Pai, Filho e Espírito Santo, Amém.


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Os membros do grupo reuniram-se na noite de 12 de setembro e refletindo com a irmã Maria Vanda de Araújo sobre São Vicente e os pobres, se enriqueceram.

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Na celebração eucarística de inauguração dos trabalhos do grupo, registramos a representação de D. Fernando saburido e a bênção de D. Francisco Austregésilo.
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No dia a dia de nossas atividades mencionamos a colaboração de irmãos de outras denominações cristãs e da comunidade judaica.

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Prestação de contas das atividades do Dom da Partilha

No dia 25 de outubro completamos 2 meses de atividades com a graça de Deus. Fornecemos 15.444 refeições com alegria e os nossos irmãos com dignidade a receberam. Isto representa 1.320 quilos de carne bovina, 1760 quilos de frango, 880 quilos de feijão, 264 quilos de farinha de mandioca, 660 quilos de arroz, 660 quilos de macarrão, além de verduras e mais de 1 tonelada de frutas. Somando tudo isso, são 6 toneladas de alimentos partilhadas.
Agradecemos a todos e todas que contribuíram com alimentos, serviços, trabalho, doação em dinheiro, material de limpeza, e especialmente em orações.

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Apelo

Irmãs e irmãos, agradecendo as doações até agora recebidas, nosso grupo faz um apelo à generosidade dos leitores e solicita sua colaboração. Seja sócio contribuinte de O Dom da Partilha e oferte o que puder, mensalmente ou mesmo só uma vez.
Entre em contato conosco. Venha nos visitar. Desfrute da alegria de servir, como fez Maria e Jesus e todos os seus amigos.

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Conselho Editorial:

Assuero Gomes  -  assuerogomes@terra.com.br
Carminha Duarte -  mcduarte@elogica.com.br
Edelomar (Deo) Barbosa – deobety@elogica.com.br
Fernando Brito – fbqb@uol.com.br
Fernando Lindoso –mcduarte@elogica.com.br
João Pubben
Mircia Gomes – assuerogomes@terra.com.br

Av. Gal. San Martin 1449 sl. 10 Bongi CEP 50630-060 Recife PE Brasil
Fone:  81 32286067 -                             cnpj 05.790.554/0002-34






domingo, 3 de setembro de 2017

55 Minhas memórias da Igreja de Olinda e Recife 55

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55 Minhas memórias da Igreja de Olinda e Recife 55


O restaurante O Dom Partilha manteve-se aberto por quatro anos e meio, servindo uma média de 350 refeições por dia, no almoço, de segunda à sexta-feira. Tudo o que se arrecadava com R$ 1,00 das refeições era aplicado na manutenção. No início cobria em torno de 90 % das despesas. Com o passar do tempo essa diferença foi aumentando, mas nós nunca quisemos aumentar o preço simbólico de hum real.
A ajuda que obtínhamos era proveniente de pedidos nas missas, especialmente da Igreja das Fronteiras, de venda de livros que Pe. João e Irmã Vanda organizaram com textos diversos sobre S. Vicente e Sta. Luísa e a prática concreta do amor (caridade), doações do pessoal de Frei Aluizio, Pe. Arnaldo, o próprio João Pubben e seus amigos da Holanda, coleta que fazíamos entre nós. às vezes recebíamos doação de algum supermercado cujos produtos expiariam o prazo de validade daqui há
24 h, então corríamos e distribuíamos no mesmo dia.
Tivemos promessa de ajuda do governo federal (PT), mas sempre nos negamos a quaisquer promoção política partidária, e nunca obtivemos ajuda nenhuma (nem um grão de arroz), hoje dou graças a Deus não ter recebido, sabedor dos escândalos que vieram à tona com as operações da Polícia Federal.
Pensamos em expandir e abrir outro serviço no 'lixão' de Olinda (perto de Peixinhos), fomos ver inclusive uma localização bem na rua e obtivemos a promessa da prefeita de Olinda (PCdo B) que nos ajudaria, o que nunca aconteceu (graças a Deus). Tivemos promessa de ajuda da prefeitura de Recife no tempo do PT que mantinha um programa de cozinhas populares, após diversas tentativas o que nos foi oferecido foi o seguinte: eles tinham várias cozinhas industriais completas (salvo engano 9) que haviam comprado e nunca haviam sido usadas e estavam se estragando em depósito. Nós assumiríamos montar outro restaurante com toda despesa nossa (local, mão de obra, água, luz, funcionários, etc), eles nos cederiam em comodato a cozinha e nós forneceríamos para a prefeitura algo em torno de 100 refeições gratuitamente. Pelo custo das refeições, 100 refeições diárias nos daria para comprar uma cozinha no mesmo padrão. Argumentamos que era inviável, então eles nos disseram que trabalhássemos até mais tarde fazendo bolos e doces para vender e nos manter. Realmente uma proposta....
A água do restaurante para o preparo das refeições e dos sucos era analisada, os alimentos balanceados e higienizados, sempre dois tipos de proteína animal a escolher. Além disso distribuíamos pensamentos e reflexões de D. Helder, S. Vicente e outros, juntamente com as quentinhas.
Com o Dom da Partilha consumi meu tempo em dedicação e me afastei do Grupo Igreja Nova. Eles continuaram seu caminho e eu o nosso com os novos amigos que construímos nesse projeto (Fernando, Carminha, Bene, Fernandinho). As amizades continuaram, pois nesse tempo o veneno ácido do partidarismo político não tinha contaminado as relações.